Este post é sobre a história dos VÃrus e Anti-VÃrus publicada pela Kaspersky Lab, uma vez que é um artigo muito extenso vou repartir em 2 ou 3 posts.
Já passaram mais de 20 anos desde que os primeiros VÃrus apareceram. À medida que a tecnologia evoluiu aparecendo computadores cada vez mais avançados, também o Malware ( Trojans, Rootkits, Spam, Spyware, etc…) acompanhou essa evolução sendo cada vez mais complexos.
A Internet criou novas maneiras de se ser infectado com Malware e que este se espalhasse cada vez mais depressa, tornando-se numa verdadeira praga.
Os primeiros VÃrus: Boot sector vÃrus
O primeiro VÃrus que apareceu era um Boot sector VÃrus, tinha o nome de Brain e apareceu no ano de 1986.
Este tipo de VÃrus era propagado através de disquetes, caso o utilizador tivesse como boot primário do sistema a disquete, ao ligar o computador com a disquete inserida iria carregar o VÃrus para a memória. Depois de ser infectado, sempre que o computador era ligado e antes de ser carregado o sistema operativo, era carregado o VÃrus.
Dos Files vÃrus
Até 1995 apesar dos Boot sector VÃrus representarem a maioria das infecções encontradas ( 70% ) existiam também outros tipos de VÃrus, os Dos Files vÃrus. Estes eram VÃrus para Dos, que infectavam os ficheiros executáveis deste sistema operativo.
Estes VÃrus modificavam os ficheiros de modo a que quando o ficheiro fosse executado, o VÃrus também era executado automaticamente.
“The virus landscape” dos anos 80
Nos anos 80 o principal problema era os VÃrus, já existiam Worms mas como a Internet era quase só usada exclusivamente por governos e instituições de educação, a era dos Worms ainda não tinha chegado.
Já existia também um pequeno número de Trojans mas como ao contrario dos VÃrus estes não eram capazes de se espalharem sozinhos, os autores tinham de arranjar maneira de os espalharem “manualmente”.
Camuflagem e polimorfismo
Durante este perÃodo também existiu o desenvolvimento de técnicas de camuflagem para os VÃrus, de modo a que estes se espalhassem o máximo de tempo possÃvel sem serem detectados. Estas técnicas incluÃam a supressão de mensagens de erros, ou alteração de informações de modo a que não fosse visÃvel que o ficheiro tinha mudado de tamanho.
Outra técnica utilizada para os VÃrus não serem detectados é o polimorfismo. A ideia desta técnica, era de um VÃrus ser capaz de se mudar a si mesmo, deste modo o VÃrus em cada infecção seria diferente, tornando a sua detecção muito difÃcil. Foi em 1991com o aparecimento do VÃrus Tequila que apareceu o primeiro VÃrus com polimorfismo.
Com o tempo estas duas técnicas foram ficando cada vez mas sofisticadas, estando muito desenvolvidas nos dias de hoje.
Primeiras soluções de Anti-VÃrus
Como no princÃpio o número de VÃrus aumentava muito lentamente, os primeiros Anti-VÃrus eram utilitários que apenas eram criados para remover um certo VÃrus individualmente.
Então com o aumento dos VÃrus em 1989, começaram a aparecer os primeiros Anti-VÃrus “toolkits”. Basicamente estes Anti-VÃrus, eram programas que faziam scan ao computador, procurando por todos os VÃrus já conhecidos até essa altura, alguns tinham a capacidade de remover esse VÃrus e outro a capacidade de fazer checksummer de modo a verificar se o ficheiro tinha sido alterado.
As actualizações demoravam vários meses a sair e eram distribuÃdas em disquetes.
Aumento das ameaças e Desenvolvimento dos métodos de detecção
No fim de 1990, o número de VÃrus era aproximadamente 300. Com o número de ameaças a aumentar, os criadores de Anti-VÃrus começaram a implementar protecção em tempo real e a criar métodos pró-activos, ou seja, uma maneira de detectar programas maliciosos antes de eles atacarem. A protecção em tempo real monitorizava o sistema de modo a detectar VÃrus conhecidos, enquanto que os métodos pró-activos foram desenvolvidos criando uma lista de actividades suspeitas que os VÃrus efectuam, e caso algum ficheiro tivesse esse comportamento da lista seria identificado como um possÃvel VÃrus.
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