E assim termina os post sobre os 20 anos da historia dos Vírus e Anti-Vírus. Se não leram o resto dos posts podem ler aqui : Parte 1, Parte 2, Parte 3.
Análise comportamental
Muitos vendedores implementaram também os seus produtos de segurança com análise comportamental, oferecendo então analise em tempo real das actividades de aplicações.
A intenção destas “novas” tecnologias era defender os computadores contra ataques que têm como objectivo roubar informações, Worms e outros Malware que tornam o computador da vitima em “zombies”.
Do “cyber vandalismo” para o “cybercrime”
Até à uns anos, Vírus e outros Malwares eram actos isolados de vandalismo, criados para infectar outros discos ou programas. A definição de “dano” era definida em torno da perda de dados ou dados corrompidos.
Mas nos últimos anos isso mudou, os criminosos deram conta que podiam fazer dinheiro com a utilização de Malware e agora Malware é criado com o propósito de fazer dinheiro ilegalmente.
Ataques de Phishing
O uso de Malware não é o único método utilizado para recolher dados confidenciais dos utilizadores. Pishing consiste em utilizar engenharia social, criando sites praticamente iguais a outros (por exemplo sites de Bancos)para enganar o utilizador e recolher os dados dele, outra forma é através do envio de emails fingindo ser por exemplo do seu banco e a pedir dados.
Camuflagem sofisticada
Para esconder a presença de Malware e de alterações feitas ao sistema, os criadores de Malware utilizam RootKits.
Estes alteram registos, escondem o processo do Malware e outras actividades no sistema de modo a que o utilizador não saiba que esta infectado.
Malware para terminais moveis
Até agora o objectivo dos criadores de Malware eram os computadores. Mas desde a aparência do Cabir em 2004, têm aparecido um bom número de Malware para terminais moveis.
Cada vez mais os terminais moveis são mais sofisticados, possuem acesso à Internet, wireless e usados para transportados dados confidenciais com menos segurança do que os computadores, tornando-se assim em um bom alvo para os criadores de Malware.
Os desafios dos nossos dias
Desde que o primeiro Vírus apareceu até aos dias de hoje assistimos a uma grande evolução tanto nos Anti-Vírus e outras formas de segurança como também no próprio Malware.
A cada dia que passa aparecem novos tipos de Malware, cada vez mais complexos, o desafio da industria de segurança é acompanhar esta evolução criando cada vez mais programas de segurança capazes de lidar com o Malware de hoje e de amanha.
Podem Ler o artigo original aqui : Viruslist
Fica aqui o terceiro post sobre os “Mais de 20 anos de historia dos Vírus e Anti-Vírus”, caso não tenham lido as outras partes do artigo poder ler aqui: Parte 1, Parte 2.
Não é habitual eu fazer mais que 1 post num dia, mas estes posts já eram para ter sido feitos a semana passada, mas tal não foi possível devido a problemas de Internet.
Email worms
Os email worms espalham-se como ficheiros executáveis (como happy99 o primeiro Worm da Era moderna), emails com ficheiros script em anexo ou mesmo embebido em mensagens html.
O que estes todos têm em comum é o uso do email para se espalharem utilizando técnicas de Engenharia Social para os utilizadores correrem o código.
Internet worms
Não existe apenas os email worms, existe também os Internet worms.
Estes são Worms que usam vulnerabilidades nos sistemas operativos para os infectarem e se espalharem. Por exemplo o CodeRed que apareceu em Julho de 2001, usava uma vulnerabilidade para atacar os Windows2000 servers e espalhava-se utilizando transmissões por protocolo TCP/IP. Este espalhou-se pela Internet numa questão de horas, mais rápido do que alguma vez se tinha visto.
Exploits
Nos anos seguintes ao aparecimento do CodeRed, tornou-se muito comum o uso de vulnerabilidades do sistema pelos autores de Malware.
O uso destas técnicas de usar as vulnerabilidades e de técnicas antigas, permitiu aos criadores de Vírus criar Vírus ainda mais poderosos capazes de se espalhar ainda mais rápido.
Respostas contra o aumento de velocidade da propagação de vírus
Com o aumento da velocidade com que os Vírus se propagam e o aumento de epidemias a nível global de Malware, fez com que os vendedores de Anti-Vírus tivessem de se adaptar sendo cada vez mais rápidos a dar resposta a novos Vírus.
Nos velhos tempos chegava as actualizações serem trimestrais, então mais tarde com a maior utilização de email, Internet, Worms , os vendedores de Anti-Vírus mudaram para actualizações semanais. Agora nos nossos dias, alguns oferecem varias actualizações diárias.
Adicionalmente em resposta ás técnicas de engenharia social utilizadas pelos criadores de Malware, as empresas começaram a bloquear certos tipos de ficheiros como EXE, PIF, SCR e outros.
Firewalls Pessoais
As Firewalls apareceram como uma ajuda aos Anti-Vírus, são uma forma de poder monitorizar e bloquear qualquer tráfego não desejado.
IPS – Sistema de prevenção de intrusos
Algumas empresas de segurança implementaram nos seus programas tradicionais de segurança o IPS. Tipicamente este sistema é desenhado para proteger desktop ou servidor, usando análise comportamental para detectar Malware.
Eles fazem isto monitorizando todas as chamadas que são feitas ao sistema e comparando com certas “regras” de modo a saber se estas tinham um comportamento normal.
Podem continuar a ler a parte 4
Depois de à dias ter feito um post em que falava da Damballa dizer que a kraken é a maior BOTNET, a SecureWorks emite um relatório com o Top das BOTNET que geram mais Spam. Este relatório entra em contradição em alguns aspectos com o post que escrevi sobre a Kraken e tem gerado uma grande discussão entre a Damballa e a SecureWorks.
Segundo este relatório o TOP 5 das BOTNETs é composto por:
1-Srizbi
Também conhecida por Cbeplay ou Exchanger tem uma estimativa de 315,000 maquinas infectadas.
2-Bobax
Também conhecido por Bobic, Oderoor, Cotmonger, Hacktool.Spammer ou Kraken, esta BOTNET tem uma estimativa de 185,000.
3-Rustock
Também conhecida por RKRustok, ou Costrat conta com 150,000 computadores infectados.
4-Cutwail
Esta botnet também é conhecida por Pandex ou Mutant e tem uma estimativa de 125,000 computadores infectados.
5-Storm
Também conhecida por Nuwar, Peacomm ou Zhelatin e tem uma estimativa de 85,000 computadores infectados.
Como podem ver a Kraken que falei no outro dia aqui no blog como sendo a maior BOTNET, segundo este relatório é apenas a segunda maior BOTNET tendo o nome principal de Bobax, e é aqui nestes pontos que tem havido controvérsia entre a SecureWorks e a Damballa.
Para a SecureWorks a Kraken é a mesma BOTNET que a Bobax, tendo apenas sofrido uns “updates” enquanto que para a Damballa a Kraken é uma BOTNET nova e que não tem nada a ver com a Bobax.
Quanto à SecureWorks no seu relatório colocar a Kraken em segundo lugar com apenas 185,000 infectados e a Damballa como sendo a maior BOTNET com mais de 400,000 infectados, é porque a SecureWorks apenas considera as maquinas infectadas a gerar Spam, enquanto que a Damballa considera todas as maquinas infectadas.